Este artigo foi publicado antes do fechamento do pregão de hoje. Os números abaixo foram coletados por busca na internet no momento da publicação e refletem o último fechamento disponível, na segunda-feira, 14 de setembro de 2026. Não são cotações em tempo real.

IndicadorValorVariação
Ibovespa (fechamento de 14/09)185.500 pontos-0,91% no dia
Dólar comercial (fechamento de 14/09)R$ 5,148+0,48%
Selic14,00% ao anodesde 05/08/2026
CDI13,90% ao anoacompanha a Selic

Ibovespa

O Ibovespa fechou a segunda-feira, 14 de setembro, em queda de 0,91%, aos 185.500 pontos, pressionado por uma combinação de fatores externos e internos: a aversão ao risco em Wall Street com a queda de ações ligadas à inteligência artificial, o recuo de mais de 3% da Vale acompanhando o minério de ferro, e a cautela do mercado antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos que saem nesta semana. A sessão também foi marcada por volume elevado, refletindo a tensão em torno da crise institucional envolvendo o STF.

Dólar

O dólar comercial fechou a segunda-feira cotado a R$ 5,148, alta de 0,48% no dia. A moeda americana ganhou força tanto pelo cenário externo — fortalecimento global do dólar — quanto pelo ambiente político doméstico mais tenso, com investidores reagindo à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e ao avanço do petróleo, que segue acima de US$ 100 o barril e tende a aumentar a demanda por proteção cambial.

Selic e CDI

A Selic segue em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 de agosto, quando o Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto percentual. O CDI está em 13,90% ao ano. O Copom se reúne hoje e amanhã (15 e 16 de setembro), com anúncio da decisão na quarta-feira à noite, e o mercado precifica amplamente um quinto corte consecutivo, de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,75% ao ano. Para o restante do ciclo, as projeções ainda divergem: a XP vê espaço para a Selic terminar 2026 em 13,25%, com mais cortes em novembro e dezembro, enquanto outras casas, como a Warren, apostam que 13,75% já seria o patamar final do ano.

Notícias que estão movimentando o mercado

Crise no STF ganha novo capítulo com investigação sobre conversas entre Moraes e ex-controlador do Banco Master. Nesta terça-feira, o Supremo Tribunal Federal realiza uma sessão extraordinária para decidir se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, em razão de conversas mantidas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, cujo colapso segue sendo apurado pela Justiça. O episódio se soma às investigações que já envolvem o senador Flávio Bolsonaro no mesmo caso, e amplia a percepção de risco institucional às vésperas da eleição presidencial de outubro — fator que o JPMorgan já apontava como o principal catalisador doméstico para os ativos brasileiros neste ano.

Wall Street sob pressão com temores de bolha nas ações de inteligência artificial. Papéis ligados a semicondutores e IA, como Nvidia e Oracle, recuaram nesta segunda-feira, reacendendo o debate sobre uma possível bolha no setor depois de meses de valorização acelerada puxada pelos investimentos bilionários em infraestrutura de IA. A Nvidia já perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em menos de dois meses. O movimento contamina o humor global e ajuda a explicar parte da queda das bolsas no Brasil e no exterior.

Fed decide juros nos Estados Unidos na quarta-feira. O Federal Reserve se reúne nesta terça e quarta-feira, com anúncio da decisão marcado para as 15h (horário de Brasília) de quarta, 16 de setembro, junto com as novas projeções econômicas (o chamado "dot plot"). A decisão dos EUA tende a influenciar diretamente o apetite por risco em mercados emergentes como o Brasil nos próximos dias.

Vale recua mais de 3% com pressão do minério de ferro. As ações da mineradora lideraram as perdas do Ibovespa na segunda-feira, refletindo o enfraquecimento dos preços do minério de ferro no mercado internacional. Já a Petrobras segue como uma das apostas do chamado "trade eleitoral", sustentada pela alta do petróleo, que acumula valorização expressiva em 2026.

O que isso significa pra você

Com o Copom decidindo a Selic já amanhã e a taxa ainda em 14% ao ano, continua valendo a pena travar taxas atrativas em renda fixa antes de uma eventual sequência de novos cortes. Compare os números na calculadora de CDB × Poupança.

Dias como hoje, com bolsa em queda, dólar em alta e uma crise institucional no radar, mostram como o cenário pode mudar rápido por motivos que fogem do seu controle. Dinheiro que você pode precisar em breve não deveria estar exposto a essa volatilidade. Se ainda não tem uma reserva de emergência formada, comece por ela — use a calculadora de reserva de emergência para descobrir quanto guardar.

Já o temor de bolha nas ações de inteligência artificial nos Estados Unidos é um lembrete de que setores em alta acelerada também podem corrigir com força — e que diversificação não é só entre bancos ou instituições, mas também entre classes de ativos. Para quem busca uma base mais previsível na carteira antes de se arriscar em renda variável, o guia completo de Tesouro Direto é um bom ponto de partida.